
Mogi das Cruzes foi a cidade escolhida para receber o Centro de Cultura e Memória do Alto Tietê. A decisão, de caráter exclusivamente técnico, foi anunciada na manhã da última segunda-feira (20/10), durante a 29ª reunião ordinária da Associação dos Municípios do Alto Tietê (Amat), realizada na oportunidade no município de Itaquaquecetuba.
O projeto está orçado em cerca de R$ 15 milhões e prevê uma área construída de 13 mil m².
"Esta questão vem sendo discutida pela Amat, através de seu Grupo Gestor de Cultura, e a partir de uma série de parâmetros técnicos chegou-se à decisão de que Mogi das Cruzes reúne as melhores condições de abrigar este projeto", frisou o prefeito Junji Abe, que completou em seguida: "Deixamos o tema para depois das eleições, até para que o debate não fosse contagiado pelo calor das disputas eleitorais".
Junji comandou a reunião como presidente interino da Amat e convidou o coordenador municipal de Cultura, Adamilton Andreucci Torres, para dar mais detalhes do processo de escolha. Ele lembrou que o Grupo Gestor visitou as duas áreas propostas para receber o empreendimento – uma área do Centro Esportivo Botyra Camorim Gatti, em Mogi, e o parque Max Feffer, em Suzano – e analisou critérios como acessibilidade e infra-estrutura.
O terreno mogiano tem como vizinhos o Terminal Rodoviário Estação Estudantes, as Universidades de Mogi das Cruzes (UMC) e Braz Cubas (UBC), bem como o Centro Cívico. Além disso, a localização em Mogi faz com que o futuro Centro Cutural fique em um ponto central dentro da região, próximo de todos os municípios vizinhos.
O secretário municipal de Planejamento, João Francisco Chavedar, também compareceu ao evento e deu detalhes técnicos do projeto. Com a ajuda de um projetor, Chavedar mostrou a planta e explicou que o Centro Cultural terá um bloco principal, com amplo espaço de convivência na entrada, pinacoteca, cinema, salas multiuso e oficinas. Na cobertura, haverá um café e um elaborado desenho de paisagismo nos pisos, estimulando os visitantes ao descanso e à contemplação.
"Este projeto venceu um concurso promovido em Mogi no ano de 1994 e conta com todo o detalhamento técnico. Portanto, estamos com tudo pronto para buscar recursos em outras esferas administrativas, como nos Governos Estadual e Federal", disse Chavedar, lembrando que a Lei Rouanet deve ser um caminho para a obtenção dos investimentos necessários à construção do moderno edifício.
Sobre a busca de recursos para a obra, o prefeito Junji Abe disse que não haverá injeção de verbas por parte dos municípios da região. Caberá aos administradores se unirem e utilizarem seu prestígio político para a conquista de verbas: "As autoridades políticas do Alto Tietê dispõem de muito prestígio e o caminho será usá-lo para este objetivo", frisou, acrescentando que a gestão do futuro Centro será compartilhada pelos municípios.
CEAGESP
Ainda na reunião da Amat da última segunda-feira, 20, um ofício encaminhado pela Agência de Desenvolvimento Regional do Alto Tietê (Adrat) apresentou os critérios e datas para o envio das propostas para a escolha do local da Ceagesp – Alto Tietê. A Câmara Temática de Agricultura da Adrat examinou uma série de critérios para a definição da melhor área, para que futuramente seja encaminhada à diretoria da Ceagesp-SP para análise.
Sobre o tamanho da área, a Adrat listou em uma planilha as dimensões dos 11 Ceasas localizados no interior paulista. Ainda que as unidades tenham áreas diferentes é possível perceber que um projeto desta natureza exige terrenos com proporções superiores a 100 mil m2 – até mesmo por causa da pujança da agricultura do Alto Tietê, que ostenta indicadores como maior produtor de hortaliças folhosas e segundo maior produtor de flores do Brasil, entre outros.
As Prefeituras interessadas em apresentar áreas deverão entregar suas propostas até o dia quatro de novembro, com tolerância de 15 dias. A Adrat também define como critério fundamental a localização estratégica da futura área, que deverá ter acesso fácil ao futuro Rodoanel, bem como à Marginal Tietê e às rodovias Dutra, Ayrton Senna, Fernão Dias e Anchieta/Imigrantes.
PRESIDÊNCIA DA AMAT
Ainda durante a reunião, o prefeito Junji Abe explicou que continuará presidindo a Amat até o dia 31 de dezembro deste ano, em virtude da renúncia de Marcelo Cândido. O prefeito suzanense precisou abrir mão do cargo por conta das eleições municipais e agora, encerrado o processo eletivo, não poderá retomar o cargo. A próxima eleição para o comando da Amat ocorrerá em fevereiro, já com os novos administradores municipais, e com uma alteração no estatuto: a partir de 2009, o mandato do presidente da Amat será de um ano (hoje são dois), com direito a uma reeleição.
Compareceram à reunião de segunda-feira, além de Junji Abe, os prefeitos Marcelo Candido (Suzano), Hélio Buscariolli (Santa Isabel), Genésio Severino (Arujá), Armando Tavares (Itaquá), André Luiz do Prado (Guararema) e Benedito Rafael (Salesópolis).
Fonte:
Jornal da Cidade de Arujá